Por Psicologia do Luto, Irmãos Vila.

Mas o que é luto? Quando perdemos alguém que amamos, perdemos com ele sonhos e expectativas, perdemos a vida conhecida e desejada. O mundo parece vazio e torna-se necessário aprender a viver sem a pessoa amada. Isso não é uma tarefa simples.

Um turbilhão de pensamentos, sentimentos e sensações que geram estranhamento e medos, além do receio de não conseguir continuar.

O Luto não é pontual. É um processo de adaptação às mudanças decorrentes da perda. E quantas mudanças! Mudanças não desejadas, não escolhidas, mudanças impostas!

Luto é um processo natural, saudável e necessário. É o espaço para a reconstrução.

Muitos questionamentos tomam conta do vazio deixado pela pessoa amada. Entre eles estão: como conviver com a ausência? Como lidar com a dor que a perda deixa e que parece que não terá fim? Como continuar a viver quando o sentido da vida parece não existir mais?

Como acontece o processo de luto? Na busca de adaptação a esse novo mundo sem a pessoa amada, um mundo desconhecido, muitas oscilações acontecem. Tristeza, medo, raiva, saudade e, por vezes, até alivio, além de alterações na memória, atenção, concentração, percepção, sono e alimentação são reações que a dor da perda pode apresentar.

Por vezes, parece que a dor toma conta de todos os espaços da vida e que nada mais faz sentido. Por vezes nos “distraímos” e nos voltamos para as demandas da vida, como um respiro que alivia o peso da ausência. E assim nessa oscilação, vamos buscando o novo equilíbrio. 

Reaprender, Replanejar, Reorganizar, Refazer-se!

Viver o luto é acolher a dor e dar espaço para vivenciá-la, é uma construção de significado, é um reaprendizado, um desafio que precisa de compreensão e tolerância. Mas como ajudar uma pessoa enlutada, é possível? Sim, podemos ajudar a pessoa enlutada! Mas não ajudamos quando dizemos a ela como deve viver sua dor, não ajudamos quando apressamos que “fique bem”, não ajudamos quando não ouvimos o que tem a dizer sobre sua dor.

Ajudar alguém que está vivenciando a dor da perda é sobretudo, respeitar sua dor! É oferecer apoio à pessoa que precisa, é estar disponível para escutar e não se preocupar em ter respostas prontas. É validar e reconhecer que é difícil mesmo, mas que é possível pedir ajuda sempre que precisar. Mesmo que a dor seja individual, você não precisa carregar só.

Não há receitas, não tem um jeito certo. É um processo de descobertas, então se disponha a estar ao lado e aberto a descobrir junto. As pessoas que amamos não deixam de existir para nós, existem em nossas lembranças, em nossa história, em quem você é, existe em você, existem no amor que fica e que nem a morte é capaz de esquecer.

Não deixe de pedir ajuda quando perceber que está difícil, estamos aqui para ajudar a cuidar de você. Nós respeitamos e valorizamos sua história de amor.

Com respeito e afeto.